Na tenda dos ciganos não faltam flores e muito alecrim e manjericão para espantar a negatividade e o olho gordo. Somos um povo místico e assim continuaremos!
Obrigada, Zingara! Tenho também um carinho muito especial pelo povo cigano. Lembro-me da minha infância, onde frequentava festas fartas e alegres de ciganos amigos que moravam na rua da minha avó. E meu tio, que embora não era cigano, era tido como da família ( aceito como um filho) e cantava nas festas lindas canções em romanês.
Que a sorte, o amor e a alegria estejam presentes na sua vida, assim como estão presentes na minha memória toda estas gostosas lembranças que guardo do povo cigano, tão querido.
Deixo-lhe um poema e o meu carinho. Beijos
Canto Cigano
*Cecília Meireles*
Seus cabelos, Balançavam com o vento. Ela dançava, Dançava de dia, Dançava de tarde, Dançava à noite.
À noite, Enquanto os archotes brilhavam, E punham nela muitos fulgores, Ela sorria e sorria...
Para quem sorria? Para ninguém. Bastava, para ela, Sorrir para si mesma.
Sorria... Sufocando o pranto, Que lhe inundava a alma. Porque, se ela chorasse, Todos choravam também.
E ela tinha que sorrir, Cantar, Dançar. Bailando, Como baila o vento, Cantando, Como cantam as aves, Só, tão só...
E, no entanto, dona absoluta, De todos os olhares, De todas as mentes, Que estavam ali. Cada um achando, Que era para eles que ela sorria, Quando, na verdade, Ela não sorria para ninguém, Ela sorria para si mesma.
O tempo passou... E, no vento tão forte, Que muda a vida, Mudando as pessoas de lugar, Daqui para acolá.
Um dia, Ela deixou de dançar, Mas não deixou de cantar. Mesmo na solidão dos pinheiros gelados, Fazia, com os rouxinóis, Um dueto encantado.
O rouxinol cantava de tristeza, Ela cantava de saudade, De dor...
Por onde andará? Como estará a terra dos meus amores? Aonde estarão aqueles, Que pisam, firme, o chão? Aonde estará o meu povo? Será que estão como eu... Na solidão?
Canta, cigana, Canta... Deixa que o vento da vida te carregue, Que a brisa te abrace E que as folhas te teçam arpejos, Nos ninhos dos pássaros.
A solidão nos faz Aprender a viver, Dentro de nós, Num castelo encantado.
Onde se é possível, Chorar sozinha E rir, feliz, Para todos os passantes, Caminhantes, Andantes de muitas terras, De muitos sonhos, De muitas estradas.
Deixa voar, O seu sonho de paz, Porque, um dia, você terá.
Não chore, Não chore, cigana, Cante. Porque, mesmo sem cantar, Você encanta. E, Mesmo chorando, Você sorri.
Deixa o tempo passar, Deixa as folhas voar, Voar... Porque, um dia, Paz você terá!
6 comentários:
Nem aqui na minha casa, cigana! nem aqui, rsss...Todas as flores para ti!Bjssss
Venho da Vanuza e concordo. O manjericão é ótimo para limpar o campo astral e o alecrim, alegria.
Saúde, alegria e prosperidade é o meu desejo a Zíngara.
E nem o perfume das rosas em seu jardim...
____________888888____________
____8888___88888888___8888____
___888888_8888888888_888888___
___888888888888888888888888___
___888888888888888888888888___
____8888888888888888888888____
_____88888888888888888888_____
_______8888888888888888_______
_________888888888888_________
______________**
____####______**______####
___#######____**____#######
____#######___**___#######
______######__**__######
________#####_**_#####
__________########
Um Povo cheio de mistério...
Doce beijo
O quintal de Deus...Que lindo!
Obrigada, Zingara! Tenho também um carinho muito especial pelo povo cigano. Lembro-me da minha infância, onde frequentava festas fartas e alegres de ciganos amigos que moravam na rua da minha avó. E meu tio, que embora não era cigano, era tido como da família ( aceito como um filho) e cantava nas festas lindas canções em romanês.
Que a sorte, o amor e a alegria estejam presentes na sua vida, assim como estão presentes na minha memória toda estas gostosas lembranças que guardo do povo cigano, tão querido.
Deixo-lhe um poema e o meu carinho. Beijos
Canto Cigano
*Cecília Meireles*
Seus cabelos,
Balançavam com o vento.
Ela dançava,
Dançava de dia,
Dançava de tarde,
Dançava à noite.
À noite,
Enquanto os archotes brilhavam,
E punham nela muitos fulgores,
Ela sorria e sorria...
Para quem sorria?
Para ninguém.
Bastava, para ela,
Sorrir para si mesma.
Sorria...
Sufocando o pranto,
Que lhe inundava a alma.
Porque, se ela chorasse,
Todos choravam também.
E ela tinha que sorrir,
Cantar,
Dançar.
Bailando,
Como baila o vento,
Cantando,
Como cantam as aves,
Só, tão só...
E, no entanto, dona absoluta,
De todos os olhares,
De todas as mentes,
Que estavam ali.
Cada um achando,
Que era para eles que ela sorria,
Quando, na verdade,
Ela não sorria para ninguém,
Ela sorria para si mesma.
O tempo passou...
E, no vento tão forte,
Que muda a vida,
Mudando as pessoas de lugar,
Daqui para acolá.
Um dia,
Ela deixou de dançar,
Mas não deixou de cantar.
Mesmo na solidão dos pinheiros gelados,
Fazia, com os rouxinóis,
Um dueto encantado.
O rouxinol cantava de tristeza,
Ela cantava de saudade,
De dor...
Por onde andará?
Como estará a terra dos meus amores?
Aonde estarão aqueles,
Que pisam, firme, o chão?
Aonde estará o meu povo?
Será que estão como eu...
Na solidão?
Canta, cigana,
Canta...
Deixa que o vento da vida te carregue,
Que a brisa te abrace
E que as folhas te teçam arpejos,
Nos ninhos dos pássaros.
A solidão nos faz
Aprender a viver,
Dentro de nós,
Num castelo encantado.
Onde se é possível,
Chorar sozinha
E rir, feliz,
Para todos os passantes,
Caminhantes,
Andantes de muitas terras,
De muitos sonhos,
De muitas estradas.
Deixa voar,
O seu sonho de paz,
Porque, um dia, você terá.
Não chore,
Não chore, cigana,
Cante.
Porque, mesmo sem cantar,
Você encanta.
E, Mesmo chorando,
Você sorri.
Deixa o tempo passar,
Deixa as folhas voar,
Voar...
Porque, um dia,
Paz você terá!
Postar um comentário